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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A MERCADORIA DO MOMENTO.

HORA DA OFERTA NA IURD; PERDEU CRENTE!

DANILO

Quem vende o "evangelho", vende o que não tem para entregar.

Fora das “aspas”, proclama-se loucura! Loucura aos olhos humanos.

quase dez anos atrás, quando por um tempo fiquei sem igreja para congregar, ouvi do pastor de uma igreja que visitei:
- Bom ter um cara como você aqui, que faz marketing para grandes empresas (Coca-Cola inclusive, risos). Vais dar muitos frutos para a nossa igreja.

Eu perguntei:

- Como? Por conta da experiência com marketing?

- Sim, claro!, respondeu o pastor.

- Meu irmão amado, respondi, o que eu achei não se vende, apenas se proclama e se espera pela ação de Espirito de Deus. Se eu fosse contratado para fazer o marketing plan de um “produto” assim, eu nem começava. Pensa comigo: O produto é loucura aos olhos do comprador e a entrega do principal é post mortem. Os clientes potenciais estão todos cegos, surdos e seus corações estão duros (Ef 2.1; 4.18; Cl 2.13). Ainda que pudessem escolher o "nosso" produto, não o fazem, a sua vontade não é livre, há barreiras de entrada neste mercado que somente o Espirito de Deus pode quebrar. O público-alvo é escravo, por força de um contrato leonino hereditário com o pecado e as suas escolhas são viciadas pelo relacionamento com outro “fornecedor” (Rm 7.19,20; 8.5-8; 8.12,13). Ademais, meu irmão, O preço do produto é impagável: Santo Sangue de Jesus.

- Como seremos pagos pela venda deste "produto?", perguntei e, sem resposta, respondi eu mesmo:


- Somente um "banco" financia este produto: A Graça de Deus S/A e a liberação deste crédito não pode ser feita por agentes comissionados! E olha que muitos tentam! Apenas Um libera o benefício e seus critérios parecem privilegiar o imerecimento creditício! Como explicar isto no pitch de vendas, meu irmão?

E continuei:

- Se eu pretender a honestidade, se o Amor fizer morada em mim, não proclamarei outro Evangelho que não seja a Boa-Nova acerca do Reino e, sendo assim, não há alternativa possível se não me ater a Verdade. Nesta condição, que estratégia de marketing alternativa eu poderia oferecer?

Silêncio.

- Veja se não é assim: o Preço não se mexe, quem ousa perde tudo. Propaganda, só para loucos, surdos, cegos e ainda promovendo que estes vendam tudo o que tem por uma única perola preciosa. Sim, “produto”: Pérola preciosa vista apenas por poucos e entregue na eternidade. Entre os “P's” do Marketing, sobra-nos o “Placement” (ou distribuição). Podemos abrir pontos de entrega - lojas, por assim dizer, e esperar que loucos, cegos e mortos nos encontrem. Apresentamos o produto, com muito temor. Lembrando sempre do preço que seria cobrado por nossa leviandade nesta hora crucial - uma Ira maior do que todos os PROCONS e a falência irremediável, que nenhum advogado humano poderia evitar. Para assim, esperar em Deus, o único responsável tanto pelo querer como pelo realizar, regenere os "clientes e suas vontades" levando-os a salvação (At.16.14; Fp 2.12.13; Ef 1.3-6). Ou faz assim, ou muda o produto!

- O pior é que andam mudando!

Danilo Fernandes é Bacharel em Economia pela UFRJ, Mestre pela COPPEAD UFRJ e MBA em Marketing pela Louisiana State University e, como pode ser percebido na sua retórica mercadológica, participa da escola Kotleriana, mas a submete ao Pai de todos os P's (de todo alfabeto e do universo!), e é muito influenciado pela hermêutica calvinista.


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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

o cristão e a politica numa visão ética

Introdução
Ao fazer a leitura de um artigo certo dia, chamou-me atenção uma matéria que falava de política; o titulo deste artigo era: ”O descrédito da classe política”.Nele, o autor expunha a insatisfação da população com relação aos seus governantes e enfatizava que ,de forma geral, a classe política não se beneficia de uma imagem muito favorável junto do chamado povo da nação.Como disse em seu discurso, o Dr. Hernandes dias Lopes cita uma recente pesquisa em que figuram como as três mais desacreditadas classes sociais os políticos , os policiais militares e os pastores evangélicos; matérias como essa nos fazem refletir até que ponto o cristão deve ou não ter um envolvimento com a política. É através do artigo de Solano Portela intitulado “A legitimidade do governo e da política em Calvino, Kuyper e Dooyeweerd”, e de uma das mais importantes mensagens que tive o prazer de assistir em que o Drº Hernandes dias Lopes discursa sobre o tema: “ Neemias, um político incorruptível” que irei desenvolver um texto que apresente uma visão panorâmica destes artigos e contrastá-los com a realidade hodierna do Rio Grande do Norte.
Desenvolvimento
Em seu artigo “A legitimidade do governo e da política em Calvino, Kuyper e Dooyeweerd”, Solano Portela trata sobre a participação do Estado em relação à Igreja e vice-versa, trazendo à luz, a visão de cada um destes expoentes da teologia mundial, temática muito relevante em tempos em que se percebe, nitidamente, o desconhecimento de uma teologia política, como uma das dimensões da ética, dentro da teologia sistemática.Devo começar como parece sensato, por uma definição dos três pensamentos. Já dizia Sócrates: “Se queres conversar comigo, define teus conceitos”.
Definindo os pensamentos
A visão calvinista:
No célebre pensamento de João Calvino, um dos teólogos clássicos que mais escreveram sobre o governo civil, firma-se a tradição reformada sobre política em que o autor traça claramente os limites de atuação do Estado e especifica com clareza a esfera da igreja.Em sua obra Institutas da Religião Cristã,Calvino denomina “magistrado civil” o servidor público. Nessa obra,no Livro Quatro, Capítulo 20 (o último capítulo dessa obra), que tem o título: “Do Governo Civil”, Calvino exalta o ofício do magistrado civil e extrai da escritura definições e parâmetros que mais tarde iriam fazer parte da tradição reformada, especialmente de documentos importantes como a Confissão de Fé de Westminster.
Calvino começa indicando que o governo civil é algo diferente e separado do Reino de Cristo, uma questão que ele diz não ser compreendida pelos judeus. Assim, ele já toca na separação entre igreja e Estado, dizendo: “Aquele que sabe distinguir entre o corpo e a alma; entre a vida presente efêmera e aquela que é eterna e futura não terá dificuldade em entender que o reino espiritual de Cristo e o governo civil são coisas completamente separadas”. Dando continuidade na segunda seção, entrando na terceira, ele afirma que, mesmo restrito à esfera temporal, o governo civil é área legítima ao cristão. Calvino chama de “fanáticos” os que se colocam contra a instituição do governo. Entre as funções primordiais do Estado, ele relaciona: “… que a paz pública não seja perturbada; que as propriedades de cada pessoa sejam preservadas em segurança; que os homens possam tranqüilamente exercitar o comércio uns com os outros; que seja incentivada a honestidade e a modéstia”. Nas seções quarta a sétima, ele fala sobre a aprovação divina do governante, ou seja, do ofício do magistrado civil, ancorando suas observações em Provérbios 8.15-16 e em Romanos 13, respondendo também a objeções. Entretanto, ele insiste que a primeira conseqüência dessa aprovação é a grande responsabilidade que os próprios governantes têm perante Deus. Existe, pois, a necessidade de um auto-exame constante, para aferirem se estão sendo justos e se estão se enquadrando com toda propriedade na categoria de ministros de Deus. Próximo da conclusão, Calvino examina três formas de governo: monarquia, aristocracia e democracia. Ao fazer isso ele está adentrando na política em toda a sua extensão e conclui que a monarquia tende à tirania; na aristocracia, a tendência é a regência de uma facção de poucos; na democracia, ele vê uma forte tendência à quebra da ordem(é importante notar que a “democracia”, na forma como a entendemos nos dias de hoje, não foi um conceito praticado, ou até discutido amplamente, senão alguns séculos depois de Calvino). Finalizando, Calvino não dá abrigo a pensamentos de revolta contra as autoridades, até mesmo contra os tiranos. Ele diz: “insisto intensamente em provar isto, que nem sempre é perceptível aos homens, que mesmo um indivíduo do pior caráter, aquele que não é merecedor de qualquer honra, se estiver investido de autoridade pública, recebe aquele poder divino ilustre de sua justiça e julgamento que o Senhor, pela sua palavra, derramou sobre os governantes. Assim, no que diz respeito à obediência pública, ele deve ser objeto da mesma honra e reverência que recebe o melhor dos reis.”
A visão de Kuyper
Teólogo e estadista holandês, Abraham Kuyper foi um dos maiores expositores de Calvino. A semelhança do reformador francês, ele teve atuação marcante na vida eclesiástica, embora estivesse igualmente envolvido com a sociedade civil e o Estado, chegando ao cargo de primeiro ministro de seu país. Kuyper diz que o calvinismo “não apenas podou os ramos e limpou o tronco, mas alcançou a própria raiz de nossa vida humana”. Na sua concepção, Kuyper vê o calvinismo como a mola motivadora de conceitos muito progressistas no campo político. Assim sendo, ele respeita as posições calvinistas, porem enfatiza o que para ele é o grande fator que não pode ser ignorado:o pecado e as implicações da realidade pecaminosa– o “Estado” é uma estrutura formada por Deus após a desobediência adâmica que resultou na queda. Isso está em harmonia com o que temos afirmado desde o início e se constitui no pensamento da grande maioria dos teólogos reformados. Kuyper diz: “sem pecado não teria havido magistrado, nem ordem do estado; mas a vida política em sua inteireza teria se desenvolvido segundo um modelo patriarcal da vida de família. Nem tribunal de justiça, nem polícia, nem exército, nem marinha, é concebível num mundo sem pecado; e se fosse para a vida desenvolver a si mesma normalmente e sem obstáculo de seu próprio impulso orgânico, conseqüentemente toda regra, ordenança e lei caducaria, bem como todo controle e afirmação do poder do magistrado desapareceria. Quem une onde nada está quebrado? Quem usa muletas quando as pernas estão sadias?”.
Assim, no conceito de Kuyper, o povo não era a coisa principal, mas a conscientização de Deus e a busca de sua glória – mesmo na esfera política, entre todas as nações. O pecado desintegra a humanidade, e o Estado, restabelecendo a ordem e a lei, torna-se necessário. Mas nenhum homem tem o direito inerente de governar sobre outro – este é um poder que pertence a Deus. Consequentemente, os governos existem por delegação divina. Portanto, a força e o poder do governo não vêm de um mero “contrato social”, que não teria força sobre os descendentes que não haviam originalmente firmado tal contrato, mas do próprio Deus. Por isso falamos da soberania de Deus no Estado: “Deus ordena os poderes que existem, a fim de que através de sua instrumentalidade possa manter sua justiça contra os esforços do pecado”, e assim “... tem dado ao magistrado o terrível direito da vida e da morte. Portanto, todos os poderes que existem, quer em impérios ou em repúblicas, em cidades ou em estados, governam pela graça de Deus.” Mesmo assim, Kuyper alerta que o pensamento reformado não defende uma teocracia. “Uma teocracia somente foi encontrada em Israel, porque em Israel Deus intervia imediatamente”. No entanto, ele reafirma que a soberania de Deus vale para todo o mundo e está “forçosamente em toda autoridade que o homem exerce sobre o homem; até mesmo na autoridade que os pais possuem sobre seus filhos”.
A visão de Herman Dooyeweerd
Sintetizar o pensamento tão detalhado e elaborado de Dooyerweerd é uma tarefa impossível. No entanto, nele podemos discernir, primeiramente, harmonia com o pensamento de Calvino, legitimando a instituição do governo e seus governantes. Temos também através de Dooyeweerd um desenvolvimento adicional e marcante no conceito de Kuyper sobre as esferas do poder, delimitando em uma estrutura lógica e coerente com o todo da existência, as atividades e autoridades dos governantes. Dooyeweerd ajuda a organizar o entendimento daqueles que acreditam em um Deus soberano, que é o autor da ordem e da lógica no mundo sobre as diversas atividades da vida – como elas se relacionam entre si e como se autolimitam. Ainda assim, nenhuma dessas esferas é autônoma, no sentido de possuírem independência intrínseca dos deveres perante o soberano Deus, mas devem ser administradas na firme crença na existência do Deus trino, que se identifica conosco em Cristo, e que age, como Deus Espírito Santo, na concessão tanto da graça comum (possibilitando a vida à humanidade) como da graça especial, no plano de redenção. As exigências e diretrizes do Deus verdadeiro se aplicam, portanto, a todas as áreas de atividade humana. Essas só preenchem conscientemente seus objetivos quando ele é reconhecido e racionalmente glorificado.
A realidade hodierna do Rio Grande do Norte em contraste com os artigos e o video em questão.
Políticos sem vocação, sem preparo, sem ética, sem coragem, verdadeiros aventureiros, “massa de manobra” de um sistema que facilmente se corrompe: assim é a realidade do Rio Grande do Norte e por que não dizer realidade brasileira.Políticos cristãos que são raríssimas exceções, geralmente não possuem uma formação política e tampouco chamado,instrumento imprescindível sem o qual não há vocação, tornando impossível o sucesso numa carreira política,sucesso esse que na perspectiva apresentada neste artigo é a junção de agradar o povo sem desagradar a Deus. Levando em consideração os princípios bíblicos e morais que norteiam as relações cristãs para aqueles que são “sal da terra e luz do mundo” em contraste com a afirmação de Calvino “que, mesmo restrito à esfera temporal, o governo civil é área legítima ao cristão”. Enxergamos na atualidade um governo formado por cada vez menos pessoas verdadeiramente cristãs. As lacunas governamentais são hoje preenchidas por políticos que primam pela hipocrisia de promessas de campanha que quase sempre não são cumpridas. Sendo o governo civil uma área legitima ao cristão, os poucos que ocupam cargos públicos são quase sempre citados nas fraudes administrativas que por vezes, acabam em “pizza”. Que maravilhoso seria aqui poder citar pelo menos um político cristão da atualidade que pudéssemos denominar de incorruptível, assim como Neemias.Esse problema continuará até que o povo não acerte nas suas próprias escolhas.Enquanto isso,continuaremos tendo um governo hipócrita, medíocre e corrupto que teremos que respeitar mesmo que ele ame e cometa aquilo que para o escritor e estadista holandês, Abraham Kuyper é o grande fator que não pode ser ignorado: “o pecado”.
Conclusão:
Não há nada mais cientificamente inexato e conceitualmente impossível do que a pretensão de ser apolítico. Ser político é algo inerente à condição do ser humano. Política significava, originalmente, o conhecimento, a participação, a defesa e a gestão dos negócios da polis. É impossível a existência da sociedade civil sem autoridades, normas, sanções, mecanismos de participação, formas de decisão. Ser apolítico é fazer uma opção para fora, uma opção pelo não ser, pela omissão. A atitude apolítica é uma elaboração de desculpa para o indesculpável, revestida, no caso do cristão, de uma embalagem espiritual, uma “espiritualização” do pecado. A ignorância, o medo, o preconceito, o egoísmo e a não-autenticidade são causas de tão danosa escolha. Na história da batalha entre o reino de Deus e o reino da perdição, a tarefa do cristão é derrotar o demônio e empurrá-lo para fora desse domínio. É afirmar o senhorio de Jesus Cristo na história. A luta por um sistema mais justo ou por leis mais justas não pode ser travada à custa do esquecimento de que é necessária a graça de Deus para transformar o velho homem. E que qualquer mobilização ou ação política deve começar de joelhos.
Pastor William Cabral(trabalho do CETEM-Natal)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

MEU TESTEMUNHO, COMO DEUS ME CHAMOU E ME CONQUISTOU COM SUA GRAÇA.

Tenho, 40 anos e a 10 Anos conheci Jesus, o meu Testemunho é um exemplo de como Deus não escolhe como escolhe o Homem, a forma de escolha de Deus é completamente diferente, se nós vamos a feira compra uma fruta , é natural que venhamos á escolher as melhores frutas , as mais bonitas e aparentemente saudáveis, Deus não: ele escolhe as coisas fracas para confundir as fortes , as loucas para confundir as sabias,e escolheu a mim, fraco e louco, vivendo um frenesi de farras, drogas e prostituição, onde minha vida se resumia a trabalhar na semana para "curtir" no final de semana, tinha dois empregos e me dedicava a ser um bom profissional de vendas no horário comercial e um experiente instrutor de mergulho(CMAS) no expediente noturno, isto me rendia um certo conceito com a sociedade e me trazia uma relativa felicidade, pois eu não entendia o que faltava na minha vida , tinha dinheiro, mulheres e amigos, vivia com o suor do meu trabalho e era bom e conceituado naquilo o que eu fazia,tinha sucesso nas rodas de samba, "mandava bem" no futebol e ainda por cima vivia com uma pessoa que me amava,porem no fundo do meu coração faltava algo que eu não conseguia preencher, e eu tentava desesperadamente completa com farras, e bebedeiras, porem um dia na minha família algo trágico aconteceu.Meu pai um homem de apenas 43 anos estava desenganado pela medicina e sabendo que estava prestes a morrer, junto com minha mãe se entregam nas mãos daquele que tem todo poder, meu pai passa pela cirurgia onde vários tumores malignos são retirado da sua cabeça, a cirurgia é uma surpresa para os médicos , pois a previsão seria retirar apenas 30% dos tumores, mas movido por "algo sobrenatural" (palavras do médico) os tumores foram retirados em sua quase totalidade, e as funções neurológicas estavam normais, meu pai falava, andava e enxergava, quando o normal seria uma sobrevida vegetando em uma cama dada as proporções do tumor cerebral, á partir daí eu comecei a me conscientizar que Deus existia e que através dele meu pai estava curado, porem as amarras do mundo ainda estavam atreladas ao meu viver e eu não conseguia me ver sendo um "crente" , logo eu que era o mais extrovertido, o mais animado o que organizava as farras e sempre saia por últimos dos bares, até os próprios amigos me evitavam pois eu passava dos limites e sempre queria mais, e mais, até que numa das minhas viagens de barco aos “parrachos”(arrecifes de corais formados em toda a costa do RN) com uma equipe de novos mergulhadores e alunos do curso de mergulho, ali tive um encontro com Deus, era uma manha de domingo e as 5:30 da manhã e minha esposa ouvia a rádio nordeste evangélica quando um irmão disse uma frase bíblica que tocou meu coração "nesta peleja não terei que pelejar." eu não lia a Bíblia de não sabia onde estava este versículo,mas ele me chamou à atenção de uma forma especial pois eu sempre fui muito batalhador e costuma resolver minhas pelejas eu mesmo, e agora eu não teria que pelja nesta pelejar nesta peleja? Confesso que fiquei um pouco desconfiado com esse versículo, ao mesmo tempo minha mãe que era dirigente do circulo de oração de senhores da IPNJ(Igreja Presbiteriana Nova Jerusalém)cong. do Jacó ,no bairro das rocas, acordou pela manha e segundo ela teve um forte desejo de orar por mim, e enquanto ela orava Deus lhe dava o tema da próxima campanha que começaria na segunda feira, eu entrei no barco ás 6:30 da manhã e os alunos já estavam me esperando eufóricos, pelo passeio e posterior mergulho que seria feito no litoral potiguar , na costa branca, região de águas claras e quentes proporcionando um mergulho maravilhoso. Ao “zarparmos” do cais o tempo era perfeito , mas ao chegarmos em mar aberto , o tempo "encrespou", as ondas aumentaram de tamanho e o vento trouxe sobre nós uma tempestade, Eu havia estudado as previsões para aquele domingo,e não havia possibilidades de tempestades, porem ‘O senhor dos Exércitos” é quem comanda o grande exercito das forças da natureza e aprouve a ele mandar sobre nós uma torrencial chuva , raios e trovões o que dificulta e muito a navegação e inviabiliza a pratica do mergulho de lazer, lembro-me que a partir daí algo sobrenatural realmente começou a acontecer, uma voz forte e intermitente me falava "nesta peleja não tereis que pelejar", esta voz continuou a me falar sempre no mesmo tom, eu a ouvia e pensava estou ficando louco, naquele dia em meio a tempestade, as ondas eram enormes e nós empurrou para muito próximo dos arrecifes, o barco teve um problema e o piloto bateu numa pedra com isso o barco começou a "fazer água", enchendo o porão,como o “mestre do barco” era bastante precavido, ele improvisou uma bomba d’água,que jogava a água para fora do barco impedindo que o porão inundasse,o que levaria o barco "á pique",resolvida a situação com este paliativo,resolvemos ir em frente. “Vamos que essa chuva vai passar e o barco não vai afundar”,com a Bomba funcionando tranqüilizei os alunos, mas a aventura estava apenas começando; não passou-se 30 minutos e a bomba começou a falhar e parou de funcionar obrigando a tripulação e os alunos a trabalhar arduamente para que o barco não afundasse neste ínterim decidimos eu o piloto e o marinheiro a falar com a capitania dos portos,pedindo ajuda.para completar rádio não funcionava faltava alguma coisa e estávamos á deriva pois o motor também parou de funcionar, me lembrei da minha esposa e de como ela me dissera para levar o celular e eu disse pra que? onde já se viu celular no meio do mar funcionar,mas eu fui até a bolsa pegar alguma coisa para comer e vi que ela “ usada por Deus”tinha colocado mesmo sobre criticas minhas o celular em minha coisas, tentei ligar para casa e logo consegui, minha esposa ao atender, sentiu que estava acontecendo algo, mas eu não lhe disse a gravidade da situação ,apenas pedi que ela levasse o telefone para um vizinho de apartamento que era agente da Policia federal, ela o chamou e ele entrou em contato com as autoridades portuárias que minutos após entraram em contato conosco,passada a nossa localização, o oficial da Marinha disse que enviariam um resgate eram 15:00h , continuamos trabalhando enquanto o resgate não chegava e eu escutando aquela voz,” nesta peleja não tereis que pelejar”. eu pensava como não? Se eu para de lutar eu vou é morrer pensava eu em minha incredulidade, não atentando para o que esta frase estava na realidade dizendo. Durante toda á tarde, ao cair do sol o medo começou a tomar conta de nós, pois a noite é sempre mais difícil de localizar alguém na imensidão oceânica e não estávamos preparados para passar a noite no mar, as horas se passaram lentamente, cada minuto parecia uma eternidade, as densas nuvens continuavam a despejar sobre nós um verdadeiro dilúvio,alguns dos inexperientes mergulhadores começavam a sentir muito frio o que podia indicar uma hipotermia, doença que em alguns casos pode ser fatal, iniciamos os primeiros socorros e em poucos minutos contornamos a situação, todos estavam de coletes salva vidas e “ amarrados “ entre sí pois caso acontecesse o naufrágio estaríamos todos juntos, na verdade nestas condições o naufrágio era quase inevitável pois as “avarias”no casco do barco estavam se agravando, quando eu já achava que não viria mais o salvamento eis que aproximadamente as 23:00h uma luz começa a aparecer pálida e intensa em meio a neblina. Era o Salvamar uma equipe de resgate mandada pela capitania para nos socorrrer e eu ouvi mais uma vez:"esta peleja não é sua mas é de Deus, e fiquei mais tranquilho, até que uma onda grande jogou o barco de resgate sobre o nosso fazendo com que o nosso barco ficasse parcialmente destruído, neste momento entrei na sala de comando do barco e encontrei o piloto chorando e dizendo" eu quero votar para Jesus", eu não entendi e pedi para ele repetir, e ele chorando copiosamente me contou que um irmão havia predito tudo aquilo que estava acontecendo, movido por um sentimento até então desconhecido enchi o peito e lhe disse "levante e manobre o barco pois nesta peleja não tereis que pelejar”,fomos resgatados e o barco rebocado até o porto de Natal onde ficou à disposição da capitania com algumas irregularidades depois de respondermos algumas perguntas dos oficiais da Marinha fomos liberados e voltamos para nossas famílias em paz, não dormir naquela noite pensando em como conseguimos escapar ilesos daquela aventura. No outro dia resolvi ir até a igreja do Jacó e quando cheguei naquela Igrejinha eu fiquei paralisado e ao ver a faixa que estava fixada na sua entrada , o tema da campanha de oração de 7 semanas dizia: "ESTA PELEJA NÃO É VOSSA MAS É DE DEUS",participei com entusiasmo daquela campanha e aprendi a amar aquele povo humilde e guerreiro e então entendi o verdadeiro significado de não lutar minhas próprias guerras , de entregar nas mãos de Deus e descansar, de saber que com nossas forças não conseguiremos e entendi que com toda a experiência que eu tinha não fosse o poder sobrenatural de Deus que pelejou por mim no mar eu não estaria contando esta historia EU ACEITEI A JESUS COMO MEU ÚNICO E SUFICIENTE SALVADOR E PREENCHI O VAZIO QUE EXISTIA EM MIM, HOJE SOU PASTOR, MEU MINISTÉRIO É MERGULHAR NAS PROFUNDEZAS DO ESPÍRITO, NAVEGAR PELAS PÁGINAS DA BÍBLIA E TRAZER A UM PORTO SEGURO AQUELES QUE ESTÃO VIVENDO EM MEIO AS TEMPESTADES , TEMPESTADES ESTAS QUE ENCONTRAMOS TODOS OS DIAS NO MAR DE AMARGURAS QUE É A VIDA DAQUELES QUE NÃO CONHECEM JESUS

Prº WILLIAM CABRAL. ( diretor de ensino da IPNJ Planalto,coordenador do STNJ(seminário teológico nova Jerusalém),professor de Bibliologia STNJ,graduado em teologia pelo ICP,representante do seifa seminários por extensão e bacharel em teologia convalidado pelo CETEM Natal, atualmente se especializando em Apologética na FAETESF(faculdade saber e fé)AD.